A ABNT NBR 11682:2009 estabelece critérios para estabilidade de taludes e controle de processos erosivos, norma que ganha relevância especial em Betim. A cidade, com relevo acidentado e solos predominantemente argilosos do Grupo Barreiras, apresenta histórico de erosão laminar e voçorocas em áreas de expansão urbana. Um diagnóstico preciso de erosão do solo em Betim identifica não apenas o tipo de processo — superficial, subsuperficial ou por piping — mas também subsidia projetos de drenagem e contenção. Em terrenos com declividade superior a 10%, a análise deve incluir ensaios de infiltração para determinar a condutividade hidráulica do solo, parâmetro crítico para prever o potencial erosivo em encostas ocupadas.

Em Betim, a combinação de solos do Grupo Barreiras com chuvas intensas exige ensaios de erodibilidade e infiltração para evitar colapsos de taludes em loteamentos.
Abordagem e escopo
Fatores do terreno local
Um loteamento de 200 lotes na região do Jardim Terras Altas (Betim) apresentou erosão regressiva de 3 metros de profundidade em apenas dois ciclos chuvosos, comprometendo vias e redes de drenagem. O problema surgiu porque a análise inicial ignorou a camada de solo dispersivo a 1,5 m de profundidade. A análise de erosão do solo em Betim evita esse cenário ao identificar horizontes críticos e indicar medidas como canais de desvio, gramíneas de cobertura e estruturas de dissipação. Sem esse estudo, o custo de recuperação de uma voçoroca pode superar o orçamento inicial de terraplenagem, sem contar o passivo ambiental e os atrasos na aprovação municipal.
Marco normativo
ABNT NBR 11682:2009 (Estabilidade de taludes), ABNT NBR 14545:2012 (Permeabilidade de solos em campo), ABNT NBR 6502:1995 (Rochas e solos — Terminologia), USLE (Universal Soil Loss Equation) — Wischmeier & Smith, 1978
Outros serviços relacionados
Ensaio de infiltração in situ
Determinação da condutividade hidráulica saturada com infiltrômetro de duplo anel ou Guelph, conforme NBR 14545. Essencial para dimensionar sistemas de drenagem e prever o potencial erosivo em áreas de recarga.
Classificação de erodibilidade (fator K)
Correlação entre granulometria, matéria orgânica e permeabilidade para obter o fator K da USLE. Aplicamos em amostras deformadas e indeformadas coletadas em furos de sondagem ou poços de inspeção.
Mapeamento de voçorocas e piping
Levantamento topográfico de alta precisão com estação total e drone para delimitar feições erosivas ativas. Emitimos planta com curvas de nível, seções transversais e recomendações de estabilização.