Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, tem subsolo marcado por solos residuais de gnaisse e extensos depósitos de solo mole ao longo das planícies do Rio Paraopeba. Esses terrenos de baixa resistência e alta compressibilidade exigem soluções de melhoria que vão além da fundação superficial. O projeto de Deep Soil Mixing (DSM) em Betim é uma técnica que mistura mecanicamente o solo natural com cimento ou cal, criando colunas de alta capacidade de carga. Antes de definir o traço da mistura, é indispensável realizar um ensaio SPT para mapear a estratigrafia e identificar as camadas compressíveis; em muitos casos também se complementa com limites de Atterberg para avaliar a plasticidade do material a ser tratado. Esse diagnóstico geotécnico prévio garante que o DSM atinja a resistência alvo e reduza os recalques na obra.

Em solos moles de Betim, o DSM atinge resistências de 1 a 5 MPa, reduzindo recalques e eliminando a necessidade de escavação profunda.
Abordagem e escopo
- Ensaios de laboratório para definir o teor de cimento ideal (entre 150 e 300 kg/m³);
- Prova de carga em coluna-teste para validar o desempenho em campo;
- Monitoramento contínuo de torque e avanço durante a perfuração.
Fatores do terreno local
A NBR 6122:2019, de projeto e execução de fundações, exige que toda melhoria de solo seja precedida de investigação geotécnica compatível. Em Betim, o principal risco é o DSM ser executado sem caracterização adequada do solo mole, resultando em colunas com resistência abaixo do projetado. Também é crítica a verificação do teor de matéria orgânica no solo, que pode inibir a hidratação do cimento. Por isso, o projeto deve incluir ensaios de pH e teor de sulfatos, além de um plano de controle tecnológico durante a execução.
Marco normativo
NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações, NBR 6484:2001 – Sondagem de simples reconhecimento (SPT), ABNT NBR 6484 – Standard Test Method for Penetration Test (SPT), Recomendações técnicas do FHWA para Deep Mixing (FHWA-HRT-13-046)
Outros serviços relacionados
Deep Soil Mixing (DSM) – Colunas de Solo-Cimento
Execução de colunas de DSM com diâmetros de 400 a 1200 mm para fundação de edificações, contenção de escavações e tratamento de aterros sobre solo mole. Inclui dosagem em laboratório, prova de carga e relatório técnico com controle de qualidade.
Estabilização de Solo com Cal ou Cimento (ESC)
Tratamento de camadas superficiais de solo mole (até 3 m de profundidade) com cal ou cimento, via mistura mecânica. Ideal para bases de pavimentos, pátios industriais e acessos provisórios em Betim.
Parâmetros típicos
FAQ
Qual a diferença do Deep Soil Mixing (DSM) para estacas convencionais em Betim?
O DSM não substitui a estaca; ele melhora o solo in situ, criando colunas de solo-cimento que trabalham como fundação rasa ou intermediária. Em Betim, onde o solo mole pode atingir 15 m de profundidade, o DSM reduz custos e prazos comparado a estacas moldadas in loco.
Quanto custa um projeto de Deep Soil Mixing em Betim?
O custo referencial para um projeto de DSM em Betim varia entre R$ 4.560 e R$ 15.810, dependendo do volume de colunas, profundidade e necessidade de ensaios complementares. Consulte uma cotação específica para o seu terreno.
O DSM funciona em solo muito mole com matéria orgânica?
Sim, desde que o teor de matéria orgânica seja inferior a 5%. Acima disso, o cimento pode não hidratar corretamente. Em Betim, é obrigatório fazer ensaios de pH e matéria orgânica antes de definir o traço do DSM.
Preciso de licença ambiental para executar DSM em Betim?
Sim, qualquer obra de melhoria de solo em Betim exige licenciamento ambiental junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O DSM não gera resíduos de perfuração, mas a mobilização de equipamentos precisa ser autorizada.
Quanto tempo leva a execução de um projeto típico de DSM?
O cronograma típico inclui 2 semanas para investigação geotécnica e dosagem, mais 3 a 6 semanas para execução das colunas, dependendo do número de colunas e profundidade. Em Betim, obras com 50 colunas de 12 m costumam ficar prontas em 4 semanas.