A sondagem a trado (calicata) em Betim segue os procedimentos da ABNT NBR 9604:2016, que define a abertura de poços de inspeção para reconhecimento do subsolo. Na região metropolitana de Belo Horizonte, onde Betim se destaca pelo polo industrial e pela expansão imobiliária, a geologia é marcada por solos residuais de gnaisse e granito, com ocorrência de matacões e camadas de solo saprolítico. A abertura manual ou mecanizada de calicatas permite visualizar diretamente as camadas, coletar amostras deformadas para classificação de solos e identificar a profundidade do lençol freático antes de qualquer ensaio mais complexo.

Em Betim, a calicata revela contatos geológicos e matacões que o SPT isolado não detecta, evitando surpresas na fundação.
Abordagem e escopo
- Visualização direta das estruturas do solo (fissuras, planos de fraqueza, raízes).
- Coleta de amostras indeformadas em bloco para ensaios de corte direto e compressão simples.
- Identificação de matacões e obstruções que inviabilizam a perfuração mecânica.
Fatores do terreno local
O principal risco geotécnico em Betim está nos solos residuais espessos, que podem apresentar variação brusca de compactidade entre camadas. Em taludes de corte para implantação de galpões logísticos, já registramos queda de blocos de matacão envoltos em solo arenoso, situação que a calicata identifica previamente. Além disso, a presença de lençol freático suspenso sobre camada argilosa impermeável pode gerar empuxo em fundações rasas. A sondagem a trado em Betim é a ferramenta mais direta para mapear esses horizontes antes da definição de fundações ou contenções.
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Marco normativo
ABNT NBR 9604:2016 (Abertura de poço de inspeção), ABNT NBR 6502 (Descrição visual de solos), ABNT NBR 13434:2004 (Escoramento de escavações)
Outros serviços relacionados
Coleta de amostras indeformadas
Extraímos blocos de solo com dimensões de 30x30x30 cm, parafinados e acondicionados em caixas rígidas, para ensaios de resistência ao cisalhamento e deformabilidade.
Perfilagem estratigráfica detalhada
Descrevemos cada camada com base na textura, cor, plasticidade, presença de minerais e estruturas sedimentares, gerando um perfil geotécnico para o projeto estrutural.
Ensaios de permeabilidade in situ
Após a abertura da calicata, realizamos ensaios de carga constante ou variável no furo para determinar o coeficiente de permeabilidade do solo no local.
Parâmetros típicos
FAQ
Qual a diferença entre calicata e sondagem a trado manual?
A calicata (poço de inspeção) permite acesso visual direto ao solo e coleta de amostras indeformadas em bloco. A sondagem a trado manual é um furo de pequeno diâmetro (2 a 4 pol) que coleta amostras deformadas a cada metro, sem visão lateral. Em Betim, usamos a calicata quando o perfil superficial precisa ser detalhado, especialmente em solos residuais com matacões.
Quanto custa uma sondagem a trado (calicata) em Betim?
O custo referencial para uma calicata de até 3 m de profundidade em Betim fica entre R$ 1.260 e R$ 1.770, incluindo abertura manual, escoramento (quando necessário), coleta de amostras e descrição do perfil. O valor pode variar conforme a quantidade de pontos, a profundidade e a necessidade de ensaios complementares.
Em quais situações a calicata é obrigatória em Betim?
A calicata é recomendada sempre que houver suspeita de matacões, solos residuais com estruturas reliquiares, presença de lençol freático raso ou necessidade de amostras indeformadas para projeto de fundações. Não há obrigatoriedade legal genérica, mas a ABNT NBR 6122:2019 indica a investigação do subsolo, sendo a calicata uma das formas de atender essa exigência.
Qual a profundidade máxima segura para uma calicata em Betim?
Em solos estáveis e sem lençol freático, a profundidade segura é de até 4 m sem escoramento. Acima disso, a NBR 9604 exige escoramento contínuo e sistema de segurança para o trabalhador. Em Betim, o limite prático é de 6 m, desde que o solo não desbarranque e haja monitoramento constante.