A ABNT NBR 8044:1983 estabelece os procedimentos para prospecção geofísica no Brasil, e em Betim a aplicação da resistividade elétrica ganha relevância especial. A cidade, situada no Quadrilátero Ferrífero, possui subsolo marcado por formações ferríferas e quartzíticas, com contrastes abruptos de resistividade entre hematita (500–2000 Ω·m) e filitos (50–200 Ω·m). Essa geologia exige SEV com arranjo Schlumberger e abertura máxima de 400 m para atingir profundidades de até 80 m. Antes de uma campanha de drenos verticais ou vibrocompactação, a resistividade ajuda a mapear fraturas e níveis d'água. O dado é incorporado ao modelo geotécnico do estudo de mecânica dos solos, reduzindo incertezas em fundações de galpões e barragens.

Em Betim, a resistividade elétrica diferencia minério compacto de filito alterado, evitando erros de projeto em cortes e taludes.
Abordagem e escopo
Fatores do terreno local
O caminhão com gerador de 5 kVA e o sistema de cabos de 200 m operam em estradas de terra na região de Betim. A equipe carrega GPS para georreferenciar cada estação SEV, pois a topografia irregular do Quadrilátero Ferrífero exige correção topográfica. Risco principal: eletrodos mal aterrados em solo seco (resistência de contato acima de 2 kΩ) que geram ruído de 50 Hz. A solução é molhar o ponto com solução salina e usar eletrodos de cobre-cádmio. Ignorar esse cuidado leva a inversões numéricas instáveis e modelos geofísicos que subestimam espessuras de camadas.
Marco normativo
ABNT NBR 8044:1983 – Prospecção geofísica, ABNT NBR – Método para resistividade elétrica do solo, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações
Outros serviços relacionados
SEV com arranjo Schlumberger
Sondagem elétrica vertical com abertura variável até 400 m, profundidade de 80 m e inversão 2D. Ideal para mapear contato minério/rocha.
Caminhamento elétrico (resistividade 2D)
Perfil contínuo com 48 eletrodos e espaçamento de 5 m, cobrindo até 250 m de linha. Usado em barragens e taludes.
Tomografia elétrica 3D
Malha de eletrodos em grid 10×10 m para imageamento tridimensional de zonas de fratura. Aplicado em áreas de mineração.
Interpretação geofísica integrada
Correlação dos dados SEV com SPT, granulometria e ensaios de laboratório para modelo geotécnico completo.