O subsolo de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, é marcado por solos residuais de gnaisse e granito, com ocorrência de camadas de solo saprolítico e rocha alterada. Em áreas de vale, onde se instalaram antigos depósitos de resíduos, o nível d'água é raso, geralmente entre 2 e 5 metros de profundidade. Para um aterro sanitário, isso exige cuidados redobrados com a impermeabilização de base e o sistema de drenagem de percolado. Nos projetos que executamos, a primeira etapa é a classificação de solos por sondagem a trado e ensaios de permeabilidade in situ, como o teste de carga variável em poços.

Em Betim, a geotecnia de aterros sanitários exige permeabilidade inferior a 10⁻⁶ cm/s e controle de recalques diferenciais.
Abordagem e escopo
Fatores do terreno local
Um erro comum em Betim é projetar o aterro sem investigar a camada de solo orgânico superficial, que pode ter espessura superior a 1 metro em áreas de várzea. Construtoras que ignoram isso instalam a manta de PEAD sobre solo compressível, e o aterro sofre recalques diferenciais que rompem a impermeabilização. Outro problema é não realizar ensaio de permeabilidade no solo de empréstimo: se a argila local tiver k > 10⁻⁶ cm/s, o chorume percola e contamina o lençol freático. Essas falhas elevam custos de remediação e geram passivos ambientais sérios.
Marco normativo
ABNT NBR 13896:1997 (Aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos), ABNT NBR 8419:1992 (Apresentação de projetos de aterros sanitários), ABNT NBR 10004:2004 (Classificação de resíduos sólidos), ABNT NBR 14545-16a (Permeabilidade em solos saturados)
Outros serviços relacionados
Sondagem e amostragem
Execução de sondagens SPT, trado e amostragem indeformada para caracterização do subsolo e coleta de amostras para ensaios de laboratório.
Ensaios de permeabilidade
Testes de permeabilidade in situ (carga constante e variável) e em laboratório para determinar o coeficiente k das camadas de base e cobertura.
Estudos de estabilidade
Análise de estabilidade de taludes do aterro e da fundação, considerando carregamentos estáticos e sísmicos, com fatores de segurança conforme NBR 13896.
Controle de compactação
Ensaios Proctor Normal e Intermediário, determinação da densidade in situ (método do frasco de areia) e grau de compactação do solo de cobertura.
Este serviço complementa o nosso ensaios in situ para uma análise integral do projeto.
Parâmetros típicos
FAQ
O que é geotecnia de aterros sanitários?
É o ramo da geotecnia que estuda o comportamento do solo e da rocha em projetos de disposição de resíduos. Envolve a investigação do subsolo, a impermeabilização da base, a drenagem de líquidos e gases, e a análise de estabilidade dos taludes do aterro.
Quais ensaios são essenciais para um aterro em Betim?
Os principais são: sondagem SPT para resistência do solo, ensaio de permeabilidade in situ e laboratório, ensaios de adensamento para recalques, e Proctor para compactação. Também são importantes os limites de Atterberg e a granulometria para classificação do solo.
Qual o custo médio de um estudo geotécnico para aterro sanitário em Betim?
Para projetos maiores, com múltiplos furos e ensaios especiais, o orçamento é personalizado.
Quanto tempo leva para obter os resultados?
O prazo depende da quantidade de sondagens e ensaios. Para um estudo padrão com 4 a 6 furos SPT e ensaios de permeabilidade, o laudo final fica pronto em 15 a 25 dias úteis. Ensaios de adensamento podem estender esse prazo para 35 dias.
O que acontece se o solo de fundação for muito mole?
Se a resistência ao cisalhamento for baixa (Su < 20 kPa), o aterro pode sofrer recalques excessivos ou ruptura do talude. Nesse caso, é necessário executar uma sobrecarga de pré-adensamento ou utilizar drenos verticais para acelerar a consolidação, conforme NBR 13896.